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TEMAS DE NATAL

Ligia M. N. Sanchez


Chegou o mês de dezembro, e com ele toda a magia do Natal e a euforia do Reveillon.



Confesso que adoro admirar as lindas decorações de Shopping Center, escolher o cardápio da Ceia de Natal e criar as expectativas para o Ano Novo.



Neste ano viverei um momento especial por compartilhar do primeiro natal de meu filho, e cheia dessa emoção maternal comecei a ensiná-lo as cantigas de Natal e pela primeira vez na vida realmente prestei atenção à letra. E então me surpreendi ao descobrir que a maioria das músicas natalinas que aprendemos na infância são tristes e deprimentes, ao invés de darem alegria e esperança.



Como podemos cantar felizes uma música que nos coloca em dúvida quanto à existência da felicidade, ou que nos induz a acreditar que ela deva cair do céu ou nos ser presenteada, com frases do tipo: “Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel, e assim felicidade eu pensei que fosse uma brincadeira de papel. Já faz tempo que eu pedi, mas o meu Papai Noel não deu, com certeza já morreu, ou então felicidade é brinquedo que não tem. Papai Noel, vê se você tem a felicidade pra você me dar”.?



Cheguei à conclusão de que todo o conceito de Natal vem sendo passado erroneamente de geração para geração, e eu quase entrei para estatística ao cantar para meu filho uma música cuja letra eu não entendia.



Na verdade a maioria das pessoas associa o Natal apenas à troca de presentes caros, ao consumo de comidas exóticas e sofisticadas, e ao glamour das roupas de festa. Poucos atentam para o significado real e humanitário dessa celebração, e não entendem que se trata de um dos poucos momentos do ano em que se pode aproveitar a companhia dos familiares e amigos com tranqüilidade.



Como seria diferente se ao contrário de ver o preço do presente ao escolhê-lo, as pessoas buscassem associar sua escolha ao benefício ou a alegria que o presente daria ao presenteado. Não seria melhor confeccionar o presente, colocando nele todo o seu sentimento, a sua gratidão? Tudo bem que nem todos temos habilidade e dons artísticos, mas podemos preencher com nossas próprias palavras os Cartões de Natal, ao invés de comprarmos os já escritos, no intuito de sermos mais sinceros. Se você optar por comprar um presente, escolha-o pensando em ver no presenteado um largo sorriso expressando o quanto você acertou na escolha, ao contrário de comprar por impulso ou com pressa, pois se o fizer, será apenas um ato mecânico e destituído de sentimento.



E o que dizer da comemoração do Reveillon? Todos se lembram de vestir branco, jogar flores para Iemanjá e de fazer pedidos enquanto comem uvas, lentilhas, e pulam ondinhas. Mas quantos se lembram de fazer uma retrospectiva do ano?



Eis então minha sugestão. Peguem uma folha em branco e dividam-na ao meio. No lado esquerdo escrevam o que deu certo e no lado direito o que deu errado em 2008. Depois, virem a folha e escrevam no verso o que pretendem fazer durante 2009 para que no final do ano não haja nada a ser escrito no lado direito. Tenho certeza de que com esse método será mais fácil repetir os acertos e corrigir os erros do Ano Velho, e garantir um FELIZ ANO NOVO.



Quanto a mim, pretendo desfrutar da Ceia de Natal ao lado daqueles que tanto amo, comendo a pizza enrolada de minha mãe, bebendo vinho com meu pai e meu marido, rindo das peripécias de uma linda sobrinha e enchendo de beijos um belo garotinho, para o qual deverei cantar apenas “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos.



BOAS FESTAS!